Além disso, o boletim do segundo trimestre de 2018 da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) indicou um crescimento das vendas do setor turístico (companhias aéreas, hotéis, locadoras de veículos etc.) para empresas. O volume foi de R$ 2,5 bilhões, 11,9% além do que faturou no mesmo período do ano passado.
Por isso, o setor hoteleiro precisa estar preparado para o aumento da demanda de clientes corporativos. Veja, agora, tendências para o próximo ano e planeje-se!
Bleisure
A expressão bleisure tem origem em duas palavras da língua inglesa: business (negócios) e leisure (lazer) e vem sendo utilizada para designar a viagem de negócios que se estende para uma estada de lazer.
Essa prática está cada vez mais comum. Muitas pessoas têm aproveitado a viagem a trabalho para encaixar alguma atividade de lazer na agenda, como uma ida ao teatro, a museus e pontos turísticos, praias, cachoeiras etc.
Gamificação
A gamificação, outro termo importado do inglês gamification, derivado de game (jogo), surgiu da necessidade, por parte de algumas empresas, de motivar e valorizar suas equipes. Com isso, premiações por desempenho e uma série de atrativos para processos considerados entediantes foram criados.
As premiações são concedidas aos trabalhadores que atingem metas. Viagens para eventos corporativos e lazer com a família estão entre os prêmios mais comuns.
Mobilidade
As soluções que melhoram a mobilidade serão cada vez mais importantes para o mundo corporativo. Isso significa que o setor de turismo precisa investir em tecnologias para aparelhos móveis, que deem conta de:
agilizar processos (reserva e pagamento de hospedagem por meio de aplicativos e chatbots);
desburocratizar (o gestor pode aprovar a transação e assinar autorizações de qualquer lugar);
controlar o orçamento (eliminação de notas fiscais e recibos para a prestação de contas, de modo que o funcionário pode fazer isso por aplicativos de celular, tirando uma foto do comprovante, por exemplo).
Serviços sob demanda
Agências de viagem costumam incluir vários serviços em seus pacotes que, raramente, o viajante corporativo utiliza. Por isso, a tendência é, cada vez mais, oferecer e cobrar apenas pelo que será usado.
Agências que trabalham com serviços sob demanda têm vantagem competitiva, pois isso gera economia para as empresas. Os hotéis que acompanham essa tendência, por sua vez, têm mais chances de atrair hóspedes em viagem de negócios.
Formas de pagamento especiais
Os gestores estão apostando cada vez mais em alternativas que promovam a autonomia dos funcionários em viagem e facilitem os trâmites financeiros dentro da empresa. As formas de pagamento especiais são um exemplo de desburocratização, como o envio de recibos e notas fiscais pelo celular que já citamos.
Por isso, uma boa ideia é o cartão pré-pago, carregado antes da viagem com todo o dinheiro que o viajante poderá usar durante o período. O recurso funciona como um cartão-alimentação, sobre o qual o funcionário não precisa prestar contas.
Essas são apenas algumas tendências do mercado de viagens corporativas. Como dissemos, o setor está em crescimento e, por isso, é preciso se atualizar e programar-se para atrair e atender bem esse tipo de cliente em 2019.
Acompanhando as notícias e projeções feitas sobre o setor turístico mundial e principalmente nacional, sigo otimista com relação aos números que podemos alcançar com o turismo brasileiro em 2019.
Recentemente a Organização Mundial do Turismo (OMT), divulgou um relatório onde apontou que o turismo mundial vai crescer entre 3% e 4% este ano. Além disso, a entidade ressaltou que o setor registrou, em 2018, o segundo melhor resultado dos últimos 10 anos, com a marca de 1,4 bilhão de chegadas internacionais no mundo todo, 6% de aumento em relação a 2017. Sem dúvida, são estatísticas que devem ser comemoradas e exaltadas.
Mas, apesar deste resultado positivo, historicamente as Américas continuam ocupando as últimas posições quando se fala em crescimento. No período de 2017/2018 o continente registrou 3% de alta. Segundo o relatório da OMT, a alta se deve a: “fatores como ambiente econômico favorável, forte demanda dos principais mercados emissores, consolidação da recuperação em destinos anteriormente em crise, melhor conectividade aérea e maior facilitação de vistos.”
Com os recursos naturais, históricos e culturais que temos em nosso continente, é inaceitável que ocupemos as últimas posições no ranking de crescimento. Espero que em 2019, comecemos a abrir caminhos, derrubar muros e construir pontes. Para potencializar nossos destino, atraindo turistas, e principalmente construindo uma união entre os países das Américas para promover nosso continente como um roteiro diferenciado.
Crescimento para o Turismo no Brasil
Percebo uma onda de otimismo no setor turístico brasileiro, conversando com profissionais do turismo, amigos do trade, visitando feiras internacionais e em reuniões de negócios. Esse fator pode ser pelo momento de mudança que o país vive na política e também pela valorização do Turismo como ferramenta econômica. Reforçado pelo atual governo que manteve o ministério, afirmando que o Turismo é pauta quando se fala em desenvolvimento econômico do País.
O Ministério do Turismo começou o ano apresentando medidas prioritárias, buscando bons resultados para o turismo. “a isenção de visto para países considerados estratégicos, a criação de Áreas Especiais de Interesse Turístico (AEITs) e a ampliação da conectividade aérea no país para expandir os mercados doméstico e internacional estão entre as nossas metas. É urgente repensar e reorganizar o setor para fazer o Brasil crescer”, defende o novo ministro Marcelo Álvaro Antônio.
Voos começam 2019 em alta
O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), divulgou em janeiro, um crescimento de 7% na chegada de voos internacionais ao Brasil, em relação ao mesmo período do ano passado. As informações foram disponibilizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), destacando que, 6.120 voos aterrissaram nos aeroportos brasileiros no primeiro mês do ano.
Os destaques foram os aeroportos da região Sul, com aumento de 19% em relação ao mesmo mês do ano passado. Outras regiões também apresentaram bom desempenho, como o Nordeste, com alta de 17%. Guarulhos, em São Paulo, maior porta de entrada de estrangeiros no País, registrou 7% de ampliação no número de voos internacionais. O Galeão, na cidade do Rio de Janeiro, segundo maior aeroporto internacional do País, teve 9% a mais. Brasília, no Centro-Oeste, ampliou em 32% o número de chegadas, passando de 137 para 182 voos em janeiro de 2019.
US$ 5,92 bilhões na economia brasileira
O Brasil já apresentou números positivos no final de 2018, como o incremento de 1,86% nos gastos dos estrangeiros que visitaram o Brasil. De janeiro a dezembro do ano passado, os turistas internacionais injetaram US$ 5,92 bilhões na economia brasileira, frente aos US$ 5,81 bilhões registrados no mesmo período de 2017.
Um número tímido, mas que pode ser considerado uma vitória diante do momento difícil pelo qual passou o país, economia, corrupção e segurança. Temos muito que aprender, especialmente na lição de casa. A tragédia de Brumadinho recentemente expõe o Brasil no palco do mundo, mais uma vez de maneira negativa, como um país irresponsável. A imagem do Brasil é um agravante que trava a vinda de turistas internacionais. A falta de segurança pública, crise econômica sem fim, casos de corrupção, o caso João de Deus e tantos outros que nos colocam em destaque no mundo, não ajudam a fortalecer o setor turístico. Precisamos reverter esta imagem.
Post Original: REVISTA ECOTURISMO Por Marta Rossi CEO FESTURIS Gramado – Feira Internacional de Turismo
Em 2017, o país bateu recorde em número de turistas estrangeiros graças ao crescimento do fluxo de latino-americanos em terras brasileiras. Confira as expectativas para o mercado em 2019!
m país de cultura pulsante, com um litoral paradisíaco e um povo acolhedor. Não é de hoje que esse retrato do Brasil está presente no imaginário de pessoas das mais variadas nacionalidades. Viajantes procuram as terras brasileiras para experiências únicas, seja nos ambientes urbanos das nossas metrópoles, seja nos paraísos naturais de nossas praias e florestas.
Não à toa, o turismo cumpre um papel significativo no Brasil, tendo injetado US$ 163 bilhões na economia brasileira em 2017, o equivalente a 7,9% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do país naquele ano.
O setor encontra-se, hoje, em pleno crescimento: os megaeventos esportivos e a alta do dólar nos últimos anos contribuíram para o aumento do número de visitantes externos no país, especialmente os latino-americanos. Que peso a alta do dólar teve nesse cenário? Quais são as projeções para o turismo brasileiro em 2019?
Para avaliar o desempenho do setor no ano de 2018 e traçar projeções para 2019, o Labs conversou com o professor do Departamento de Turismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Eduardo Silveira. Confira:
Uma sequência de recordes
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/BR. Fonte: Shutterstock
A euforia do setor brasileiro do turismo com a Copa do Mundo de 2014 e com os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 era bastante justificável. A expectativa era de que os megaeventos esportivos conseguissem impulsionar o Brasil na lista de prioridades dos estrangeiros, o que certamente atrairia milhões de visitantes e movimentaria a economia local.
As previsões superaram as expectativas e o fluxo de turistas bateu recorde nos dois anos. Em 2014, o país recebeu 6,4 milhões de viajantes de outros países, o maior número registrado na história do Brasil até então. Já no ano das Olimpíadas, 6,6 milhões de pessoas de outros países desembarcaram aqui, superando a marca de 2014.
Diferentemente de 2015, época em que a chegada de viajantes estrangeiros registrou uma leve retração de 1,9%, 2017 foi o ano de ouro do turismo brasileiro: o fluxo aumentou 0,6% em relação a 2016, chegando ao maior número de turistas de outros países já registrado no Brasil.
Essa marca foi atingida mesmo sem um grande evento esportivo que atraísse os olhos do mundo todo. E um dos fatores que contribuíram para esse cenário foi a alta do dólar, que atraiu ainda mais turistas, especialmente os latino-americanos, para as terras brasileiras.
Protagonismo dos latinos
Salvador, Bahia/BR. Fonte: Shutterstock
Historicamente, os argentinos são os que mais escolhem o Brasil como destino turístico. Em 2017, mais de 2,6 milhões de “hermanos” visitaram o país, representando quase 40% de todos os estrangeiros que chegaram aqui. O fluxo foi consideravelmente maior que o registrado em 2016, quando 2,1 milhões de argentinos desembarcaram em terras brasileiras. Depois da Argentina, os turistas que mais decidem por visitar o Brasil são vieram dos Estados Unidos da América (EUA), do Chile, do Paraguai e do Uruguai. Ao todo, 62,4% de todos os estrangeiros que passaram por aqui são latinos.
Esse cenário se deve, em grande parte, à desvalorização das moedas latinas. Os viajantes da região têm optado por viajar a países mais próximos, adiando ou até deixando de lado os planos de visitar destinos mais distantes e caros, como os EUA e os países europeus. Para se ter uma ideia, a moeda dos argentinos chegou a valer 39 vezes menos que o dólar americano em setembro de 2018.
Para o professor do Departamento de Turismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Carlos Eduardo Silveira, a valorização da moeda norte-americana tende a favorecer o fluxo de estrangeiros entre os países da América Latina. “Por exemplo, quando o dólar está alto, a região sul do Brasil recebe muitos mais argentinos do que a região nordeste. O dólar em alta faz com que os turistas argentinos optem por viagens mais curtas”, destaca.
Se a valorização do dólar tende a afastar os turistas argentinos e latino-americanos em geral de destinos mais caros, como a Europa, a mesma variação cambial geralmente diminui o fluxo de norte-americanos no Brasil.
“O poder de compra norte-americano estava muito aquecido [em 2018]. Quando o dólar está alto, a tendência é que a vazão [de turistas] seja para destinos mais caros, como os países europeus. Nós somos um destino barato”, afirma Silveira.
De fato, o fluxo de norte-americanos no país apresentou uma queda considerável nos últimos anos. Entre 2014 e 2017, houve uma diminuição de aproximadamente 30% no número de visitantes norte-americanos no Brasil, que passou de 656 mil no ano da Copa do Mundo para 475 mil em 2017.
Diante desses números, é possível dizer que a valorização do dólar impactou de forma direta o perfil do turismo internacional brasileiro, que está mais movimentado pelos latino-americanos. E os números preliminares deste ano confirmam uma tendência de crescimento: a entrada de estrangeiros no Brasil no primeiro semestre de 2018 cresceu 8% em relação ao mesmo período de 2017.
Se essa tendência se mantiver nos últimos seis meses deste ano, o Brasil irá superar, pela primeira vez, a marca dos 7 milhões de visitantes, quebrando mais um recorde em fluxo de estrangeiros no país. Os números oficiais do turismo brasileiro em 2018 ainda não foram divulgados, mas a tendência de crescimento dos últimos anos, aliada ao novo cenário político-econômico que se aproxima, abre a possibilidade para algumas reflexões.
O que esperar para 2019?
São Paulo, São Paulo/BR. Fonte: Shutterstock
Mesmo com maior estabilidade, o dólar na casa dos R$3,80 deve manter um fluxo mais significativo de turistas latino-americanos em terras brasileiras. Silveira ressalta, no entanto, que a movimentação do turismo brasileiro dependerá da situação econômica da Argentina no decorrer de 2019.
“Os argentinos estão para o mercado internacional [brasileiro] como os paulistas estão para o mercado doméstico. O que acontece em São Paulo impacta no Brasil inteiro em termos de turismo. O que acontece na Argentina impacta diretamente no nosso turismo internacional”, compara.
Além disso, é necessário lembrar que o segundo semestre de 2018 foi atípico para o Brasil devido às eleições presidenciais, que influenciaram não só a variação do dólar, mas uma série de fatores econômicos.
Silveira lembra que os projetos para a área do turismo sofreram uma desaceleração motivada pelo cenário de instabilidade política e econômica que o país enfrentou nos últimos meses. “A expansão de empresas, a abertura de novos hotéis, o financiamento, a busca de capital estrangeiro, tudo que havia alguma perspectiva de ascensão no ano de 2018 foi estancado em função do cenário político-econômico que estava se descortinando. Ninguém sabia o que ia acontecer – não que saiba agora –, mas a incerteza era muito maior até outubro”, ressalta.
Para 2019, a previsão é que a abertura para os investimentos estrangeiros, uma das propostas do projeto de governo eleito, aqueça o setor do turismo no Brasil. Silveira avista a probabilidade do retorno de algumas companhias aéreas para o país, a chegada de transportadoras ao mercado brasileiro e a fusão entre companhias internacionais e locais como elementos de um novo cenário para o mercado turístico brasileiro.
“Considerando essa abertura de mercado, com um governo mais liberal e com a aproximação com um bloco mais específico de países, é provável que exista um incremento no turismo internacional, em mercados que não são tão tradicionais para o Brasil”, salienta Silveira.
São Paulo – O turismo de negócios teve um crescimento de 7,8% no terceiro trimestre deste ano no Brasil no comparativo com o mesmo período de 2017, totalizando uma receita de R$ 2,7 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). O setor inclui companhias aéreas, hotéis e empresas de eventos.
Foram vendidos 180,3 mil bilhetes internacionais para o Brasil com o fim de turismo corporativo no período, movimentando R$ 695,3 milhões. Segundo informações da Abracorp, desse total, 6.102 passagens foram emitidas por companhias aéreas árabes.